Saturday, June 02, 2012
HellRadio: o inferno no seu dial!
Como alguns de vcs me pediram pra continuar fazendo aqui, e se eu nao contar certas historias que vivi, ninguem vai contar (ou vao ignorar mesmo), aqui vai mais uma: o lendário programa de rádio HellRadio.
Era o começo dos 90s, o rock estava mudando de novo, o grunge batia a porta. mas certos tipos de bandas nao tocavam nem mesmo na dita radio rock do rio, a fluminense fm, vulgo 'maldita'. meu broder andre mueller (o andre x, baixista da plebe rude), na epoca era meu vizinho, ja que tinha a loja rock-it!, em sociedade com dado villa-lobos (legiao). na esquina da minha casa, entao a gente se via muito, pq eu vivia lá -- onde, tbm, programavamos mostras de filmes trash sábados a tarde, junto com rolinha e andré barcinski. E pensamos em levar a proposta de um pgm para a flu, onde eu tinha certa entrada (ja tinha feito a programação do mchawk, de skate music, e tbm fui, por algum tempo, o bucaneiro fantasma do pirate radio, em que jamais divulguei que era eu quem fazia). A ideia era dar um gás na rock-it com o pgm, ja que, como nao rolava grana, a flu nos cedeu de usar vinhetas anunciando a loja e tbm o rio fanzine. Era uma especie de permuta.
E assim foi. Nos deram a hora da zona morta das radios: entre 8 e 10 da noite, depois da voz do brasil, bem na hora de novela e jornal, ninguem ouve radio nessa hora. ninguem, a nao ser os desgarrados. e logo chamamos a atenção destes, pq, no hellradio, tocava tudo o q era banido ou ignorado pela flu, que sempre foi conservadora com os novos sons na programação, e tinha preconceito contra crossover, eletronica, hip hop e talz. nós nao tinhamos qq tipo de preconceito. entao, foi no hellradio que nomes como ministry, body count, dwarves, mudhoney, beastie boys, rollins band e tantos mais nessa linha tiveram chance, alem de tbm tocar demos de bandas locais e nacionais, como a de uma certa banda de forrocore de brasilia chamada raimundos. em poucas semanas ja eramos o talk of the town dos malucos e alternativos. e, logo, recebemos tbm uma ligação do dono da radio, que nao apenas odiava o q a gente tocava (ele achava q ministry, por ser eletronico, era 'dance music'!), como tbm nao gostava do q a gente falava no ar. usavamos uma linguagem direta, e, muitas vzs, criticavamos a própria radio no ar! O resultado foi que, dois meses depois, eles pediram pra gente sair.
Saimos. Mas, em poucos dias, a radio foi inundada por cartas e mais cartas dos ouvintes do pgm, muitas mesmo, algumas ate ameaçando de morte o gerente -- que a gente dedurou no ar antes de sair --, e eles nao tiveram outra opção a nao ser nos chamar de volta! era isso ou ficar recebendo telefonemas irados e perder audiencia. voltamos para mais uma rodada (no total, o programa mal durou um ano) e foi ainda melhor do que antes. nessa fase, passamos a fazer festas hellradio na torre de babel, em ipanema, onde nos foram cedidas noites de terças-feiras pelo sempre antenado gringo cardia, q ouvia o pgm e sacou a nossa onda. nestas festas, se apresentaram, pela primeira vez na zona sul carioca, nomes como piu piu e sua banda, gangrena gasosa, planet hemp (em um de seus primeirissimos shows), alem de outros, como inhumanoids!, p ex. eu e andre eramos os djs das noites, exibiamos filmes, clipes e desenhos de ren & stimpy, e dava um publico razoavel. Isso tbm durou pouco, cerca de seis meses. pq, vcs sabem, como é ate hj, quase nao existe indie na zs e ninguem quer pagar pra entrar. assim, nada dura (e nem paga os custos).
Durante o hellradio, pessoas bem bacanas iam na radio atender o telefone pra gente, ja q eu e andre ficavamos selecionando e tocando as musicas (vinil, cds e cassete), como carla rebecca (nossa ruiva fetiche, que era balconista da rock it), nosso querido (e falecido) rick novaes, amigo de brasilia do andre, que, mais adiante, se reinventou como dj sob o nome de mr spaceley. e, sobretudo, o bernadão erótico. esse foi o nome que demos pro bernardo (futuramente, Bnegão), pq ele tinha um jeito suave, meio chef de south park, de atender as pessoas, sobretudo as mulheres. e, como o pgm era bem na hora do jantar, a gente dizia no ar que estavamos com fome. entao, uns fas que moravam ali perto, passaram a nos trazer pizza quase toda segunda-feira. essa troca com os ouvintes era incrivel!
E assim foi; o Hellradio hj é um pgm mais lembrado do q ouvido, nao tenho UMA FITA sequer do pgm, pois ele era ao vivo e eu nao tinha como deixar gravando, mas de vez em qndo, aparece alguem me dizendo q tem as tais fitas, mas jamais me entrega copias. Tivemos uma pequena sobrevida na radio costa verde, de itaguai (por conta do fa/amigo larry antha, do sex noise). eu e andre iamos uma vez por mes gravar os pgms, pq era longe pra carater, mais de duas horas de carro pela brasil e mais um pedaço da rio-santos ate chegar lá, nao dava pra fazer isso toda semana (só valia pra comprar cerva Itaipava, que nao tinha aqui na época). e, nao sendo ao vivo e sem o calor dos comentarios, nao durou muito. O curioso é que, a tal radio maldita, que nos xingava, pq a gente tocava 'dance music', vendeu o seu espaço no dial para a... Jovem Pan!
*quisemos fazer uma festa de aniversario de 20 anos do hellradio numa famosa casa indie carioca, mas, ate hj, estamos esperando o retorno. sabe como é, rio de janeiro...
Era o começo dos 90s, o rock estava mudando de novo, o grunge batia a porta. mas certos tipos de bandas nao tocavam nem mesmo na dita radio rock do rio, a fluminense fm, vulgo 'maldita'. meu broder andre mueller (o andre x, baixista da plebe rude), na epoca era meu vizinho, ja que tinha a loja rock-it!, em sociedade com dado villa-lobos (legiao). na esquina da minha casa, entao a gente se via muito, pq eu vivia lá -- onde, tbm, programavamos mostras de filmes trash sábados a tarde, junto com rolinha e andré barcinski. E pensamos em levar a proposta de um pgm para a flu, onde eu tinha certa entrada (ja tinha feito a programação do mchawk, de skate music, e tbm fui, por algum tempo, o bucaneiro fantasma do pirate radio, em que jamais divulguei que era eu quem fazia). A ideia era dar um gás na rock-it com o pgm, ja que, como nao rolava grana, a flu nos cedeu de usar vinhetas anunciando a loja e tbm o rio fanzine. Era uma especie de permuta.
E assim foi. Nos deram a hora da zona morta das radios: entre 8 e 10 da noite, depois da voz do brasil, bem na hora de novela e jornal, ninguem ouve radio nessa hora. ninguem, a nao ser os desgarrados. e logo chamamos a atenção destes, pq, no hellradio, tocava tudo o q era banido ou ignorado pela flu, que sempre foi conservadora com os novos sons na programação, e tinha preconceito contra crossover, eletronica, hip hop e talz. nós nao tinhamos qq tipo de preconceito. entao, foi no hellradio que nomes como ministry, body count, dwarves, mudhoney, beastie boys, rollins band e tantos mais nessa linha tiveram chance, alem de tbm tocar demos de bandas locais e nacionais, como a de uma certa banda de forrocore de brasilia chamada raimundos. em poucas semanas ja eramos o talk of the town dos malucos e alternativos. e, logo, recebemos tbm uma ligação do dono da radio, que nao apenas odiava o q a gente tocava (ele achava q ministry, por ser eletronico, era 'dance music'!), como tbm nao gostava do q a gente falava no ar. usavamos uma linguagem direta, e, muitas vzs, criticavamos a própria radio no ar! O resultado foi que, dois meses depois, eles pediram pra gente sair.
Saimos. Mas, em poucos dias, a radio foi inundada por cartas e mais cartas dos ouvintes do pgm, muitas mesmo, algumas ate ameaçando de morte o gerente -- que a gente dedurou no ar antes de sair --, e eles nao tiveram outra opção a nao ser nos chamar de volta! era isso ou ficar recebendo telefonemas irados e perder audiencia. voltamos para mais uma rodada (no total, o programa mal durou um ano) e foi ainda melhor do que antes. nessa fase, passamos a fazer festas hellradio na torre de babel, em ipanema, onde nos foram cedidas noites de terças-feiras pelo sempre antenado gringo cardia, q ouvia o pgm e sacou a nossa onda. nestas festas, se apresentaram, pela primeira vez na zona sul carioca, nomes como piu piu e sua banda, gangrena gasosa, planet hemp (em um de seus primeirissimos shows), alem de outros, como inhumanoids!, p ex. eu e andre eramos os djs das noites, exibiamos filmes, clipes e desenhos de ren & stimpy, e dava um publico razoavel. Isso tbm durou pouco, cerca de seis meses. pq, vcs sabem, como é ate hj, quase nao existe indie na zs e ninguem quer pagar pra entrar. assim, nada dura (e nem paga os custos).
Durante o hellradio, pessoas bem bacanas iam na radio atender o telefone pra gente, ja q eu e andre ficavamos selecionando e tocando as musicas (vinil, cds e cassete), como carla rebecca (nossa ruiva fetiche, que era balconista da rock it), nosso querido (e falecido) rick novaes, amigo de brasilia do andre, que, mais adiante, se reinventou como dj sob o nome de mr spaceley. e, sobretudo, o bernadão erótico. esse foi o nome que demos pro bernardo (futuramente, Bnegão), pq ele tinha um jeito suave, meio chef de south park, de atender as pessoas, sobretudo as mulheres. e, como o pgm era bem na hora do jantar, a gente dizia no ar que estavamos com fome. entao, uns fas que moravam ali perto, passaram a nos trazer pizza quase toda segunda-feira. essa troca com os ouvintes era incrivel!
E assim foi; o Hellradio hj é um pgm mais lembrado do q ouvido, nao tenho UMA FITA sequer do pgm, pois ele era ao vivo e eu nao tinha como deixar gravando, mas de vez em qndo, aparece alguem me dizendo q tem as tais fitas, mas jamais me entrega copias. Tivemos uma pequena sobrevida na radio costa verde, de itaguai (por conta do fa/amigo larry antha, do sex noise). eu e andre iamos uma vez por mes gravar os pgms, pq era longe pra carater, mais de duas horas de carro pela brasil e mais um pedaço da rio-santos ate chegar lá, nao dava pra fazer isso toda semana (só valia pra comprar cerva Itaipava, que nao tinha aqui na época). e, nao sendo ao vivo e sem o calor dos comentarios, nao durou muito. O curioso é que, a tal radio maldita, que nos xingava, pq a gente tocava 'dance music', vendeu o seu espaço no dial para a... Jovem Pan!
*quisemos fazer uma festa de aniversario de 20 anos do hellradio numa famosa casa indie carioca, mas, ate hj, estamos esperando o retorno. sabe como é, rio de janeiro...
Friday, May 25, 2012
I WAS A TEENAGE PUNK
Por aqui, pessoas escrevem certos livros sem consultar quem participou de cenas. Ja vi dois livros falando de punk brazuca e nenhum dos dois falou com pessoas importantes da cena carioca, p ex. Um era paulista, entao a gente ja espera isso. Mas o outro foi escrito por um carioca, que nao viveu a cena. Gente boa, mas não checou tudo. E a cena punk carioca nasceu em volta da turma de skatistas que frequentava pista de campo grande (tres dos quatro integrantes do coquetel molotov eram skatistas) e points como o dancy méier, a pça mahatma ghandi (cinelandia) e arredores da lapa. eu fiz parte dessa turma (e jamais nenhum desses autores de supostos textos sobre o punk carioca falaram comigo, nao para ser citado, mas pelo menos, para contar um lado da historia, e nem mesmo com nomes importantes desta cena, só ficaram na superfície). entao, vou contar o que vi/vivi:
A genese foi ali, em campo grande, ao som de ramones. os punks do rio ouviam mais o som americano do que ingles, embora clash e pistols estivessem na agenda. mas, aqui, éramos mais fas de ramones, dk, black flag etc. ate porque, a cena em si so começou a se formar no começo dos 80s, enquanto que a de sp começou no final dos 70s. entao, nos 80s, o hardcore usa mandava mais. vale lembrar que a cena punk rock do rio (e do país, tbm) veio pouco antes da cena rock dos 80s (junto com os punks, só mesmo a gang 90). só que ninguem conhecia essa galera, que era realmente alternativa, por isso são preteridos em livros que falam de rock brasileiro dos 80s. diferentemente do povo do rock, todos filhos de classe media e de militares, os garotos punks eram pobres, vindos de lares desfeitos (nenhum amigo meu tinha pai ou mae vivendo juntos, eu inclusive) e ter grana para comprar equipamentos era sonho. em geral, os baixos e guitarras eram comprados em lojas de segunda mao no centro. alguem ai já usou um baixo felpa? pois é, eu tive um. as roupas e adereços tbm eram improvisados, quase nada comprado em loja. nos espantava saber que a galera punk de brasilia era toda de burgueses.
o coquetel molotov nasceu da necessidade de ter uma banda para falar por essa galera sub no rio, pois em sp ja existiam colera, inocentes, olho seco e ratos de porão. o disco 'grito suburbano' deu o impulso. dai, tatu, olmar (que era meu melhor amigo, na época), lucio flavio e cesar nine se juntaram e formaram a banda -- que, depois, inspirou outras, como descarga suburbana, eutanásia etc. eu fazia parte da entourage e cheguei a escrever letras junto com tatu ('uma certa manhã em 1984', entre elas) e ate mesmo a tocar baixo em ensaios. mas eu ja queria ser jornalista e escrevia o fanzine 'blitz' (antes da banda existir) -- pq blitz é o termo para o ataque dos alemaes na segunda guerra --, que era distribuido nos shows, e 'blitzgrieg bop', uma musica dos ramones. o primeiro palco para os show foi no dancy (escrito errado assim mesmo) meier, um lugar decadente em frente a estação de trem, do lado do cinema, que alguem da turma descolou para shows, aos domingos. isso nao durou nem um ano, seis meses, se tanto. mas fez barulho o bastante pra levar ate gente da imprensa e da zs (como hermano vianna e mauricio valladares) pra ver qualera -- hermano escreveu a primerisisma materia sobre a turma na revista 'pipoca moderna'. nas quintas-feiras, a turma se encontrava ali perto, no corredor do cine imperator (dava pra fazer street e tudo). só depois, qndo o circo voador foi pra lapa, é que os encontros mudaram de lugar. e a turma aumentou consideravelmente.
o coquetel nunca lançou um disco de fato, embora tenha emplacado musicas na fluminense fm ('odio as tvs', p ex, tocou bastante uma época), o punk rock era sujo demais para o rock brasil, foi abafado. ate o fim de sua vida (em 2005), tatu tentou reunir a banda para gravar um disco oficial. mas tudo o que restou foram cassetes perdidas (eu não tenho nenhuma). sequer uma faixa em coletanea o coquetel teve. ninguem tinha um puto para nada. e, tirando uns poucos shows no circo, como um histórico, em 83, com lobão e ratos -- e um no festival de rock de juiz de fora, junto com lobão, barão e erasmo carlos! --, a banda so tocou em espeluncas obscuras do rio e arredores (nunca tocu em sp). pelo seu próprio espirito anarquico, foi ate natural que isso tivesse acontecido. mais adiante, a mistura com o rap ja começara a acontecer na lapa, que resultaria no que viria a ser o embrião do planet hemp (cujo elo foi o tbm já falecido skunk, que era da turma punk). mas essa, ja é outra história...
A genese foi ali, em campo grande, ao som de ramones. os punks do rio ouviam mais o som americano do que ingles, embora clash e pistols estivessem na agenda. mas, aqui, éramos mais fas de ramones, dk, black flag etc. ate porque, a cena em si so começou a se formar no começo dos 80s, enquanto que a de sp começou no final dos 70s. entao, nos 80s, o hardcore usa mandava mais. vale lembrar que a cena punk rock do rio (e do país, tbm) veio pouco antes da cena rock dos 80s (junto com os punks, só mesmo a gang 90). só que ninguem conhecia essa galera, que era realmente alternativa, por isso são preteridos em livros que falam de rock brasileiro dos 80s. diferentemente do povo do rock, todos filhos de classe media e de militares, os garotos punks eram pobres, vindos de lares desfeitos (nenhum amigo meu tinha pai ou mae vivendo juntos, eu inclusive) e ter grana para comprar equipamentos era sonho. em geral, os baixos e guitarras eram comprados em lojas de segunda mao no centro. alguem ai já usou um baixo felpa? pois é, eu tive um. as roupas e adereços tbm eram improvisados, quase nada comprado em loja. nos espantava saber que a galera punk de brasilia era toda de burgueses.
o coquetel molotov nasceu da necessidade de ter uma banda para falar por essa galera sub no rio, pois em sp ja existiam colera, inocentes, olho seco e ratos de porão. o disco 'grito suburbano' deu o impulso. dai, tatu, olmar (que era meu melhor amigo, na época), lucio flavio e cesar nine se juntaram e formaram a banda -- que, depois, inspirou outras, como descarga suburbana, eutanásia etc. eu fazia parte da entourage e cheguei a escrever letras junto com tatu ('uma certa manhã em 1984', entre elas) e ate mesmo a tocar baixo em ensaios. mas eu ja queria ser jornalista e escrevia o fanzine 'blitz' (antes da banda existir) -- pq blitz é o termo para o ataque dos alemaes na segunda guerra --, que era distribuido nos shows, e 'blitzgrieg bop', uma musica dos ramones. o primeiro palco para os show foi no dancy (escrito errado assim mesmo) meier, um lugar decadente em frente a estação de trem, do lado do cinema, que alguem da turma descolou para shows, aos domingos. isso nao durou nem um ano, seis meses, se tanto. mas fez barulho o bastante pra levar ate gente da imprensa e da zs (como hermano vianna e mauricio valladares) pra ver qualera -- hermano escreveu a primerisisma materia sobre a turma na revista 'pipoca moderna'. nas quintas-feiras, a turma se encontrava ali perto, no corredor do cine imperator (dava pra fazer street e tudo). só depois, qndo o circo voador foi pra lapa, é que os encontros mudaram de lugar. e a turma aumentou consideravelmente.
o coquetel nunca lançou um disco de fato, embora tenha emplacado musicas na fluminense fm ('odio as tvs', p ex, tocou bastante uma época), o punk rock era sujo demais para o rock brasil, foi abafado. ate o fim de sua vida (em 2005), tatu tentou reunir a banda para gravar um disco oficial. mas tudo o que restou foram cassetes perdidas (eu não tenho nenhuma). sequer uma faixa em coletanea o coquetel teve. ninguem tinha um puto para nada. e, tirando uns poucos shows no circo, como um histórico, em 83, com lobão e ratos -- e um no festival de rock de juiz de fora, junto com lobão, barão e erasmo carlos! --, a banda so tocou em espeluncas obscuras do rio e arredores (nunca tocu em sp). pelo seu próprio espirito anarquico, foi ate natural que isso tivesse acontecido. mais adiante, a mistura com o rap ja começara a acontecer na lapa, que resultaria no que viria a ser o embrião do planet hemp (cujo elo foi o tbm já falecido skunk, que era da turma punk). mas essa, ja é outra história...
Thursday, May 17, 2012
A MULHER QUE VEIO DO ESPAÇO
EU MAL TINHA 10 ANOS QUANDO COMEÇOU A TOCAR LA EM CASA, NUM VINIL DA MAMA, O ALBUM 'LOVE TO LOVE YOU BABY', DE DONNA SUMMER, PRODUZIDO POR GIORGIO MORODER (ABAIXO). ERA ESTRANHO, DIFERENTE, E TINHA UMA MULHER GEMENDO, EU NEM SABIA O PORQUE, MAS CAUSAVA ALGUMA COISA (RS). SÓ BEM MAIS A FRENTE SOUBE QUE ERA DONNA SUMMER. E BEM MAIS A FRENTE AINDA, DESCOBRI QUE ESSA FOI A PEDRA FUNDAMENTAL DA DISCO MUSIC. E QUE EM SUA VERSAO DE PISTA (o primeiro maxi single da historia) ELA DURAVA 18 MINUTOS, SENDO UNS 2 OU 3MINS SÓ DO (SUPOSTO) ORGASMO DE DONNA SUMMER! PARAVA TUDO! -- NOS ANOS 90, O LIL LOUIS COPIOU ESSE ESQUEMA EM 'FRENCH KISS', UMA MUSICA LONGA QUE PARAVA NO MEIO PRA UMA MULHER GOZAR E DEPOIS VOLTAVA AO BEAT --. COM GIORGIO, SUMMER TBM GRAVOU O MARCO DA SPACE-DISCO, 'I FEEL LOVE', EM 77, COPIADA POR 10 ENTRE 10 DJS ATUAIS...
DEPOIS VIERAM VARIAS DANCE TRACKS, DANDO O START DO QUE VIRIA A SER A DISCO MUSIC MUNDO A FORA (AINDA RESTRITA AS CHAMADAS BOATES, DEPOIS AO MAINSTREAM, COM O ESTOURO DO FILME 'SATURDAY NIGHT FEVER', QUE INSPIROU 'THANK GOD, IT´S FRIDAY', NO QUAL SUMMER APARECE COMO ATRIZ), E DONNA SUMMER REINOU NAS PARADAS POP/DANCE POR MAIS DE UMA DÉCADA, ALBUM APÓS ALBUM, TODOS TOP HITS, COM MAIS QUALIDADES E VOZ DO QUE AS LADY GAGA E KATE PERRYS DE HJ, SEM PRO-TOOLS OU TRUQUES DE VOZ (E COM BANDA). NOS ANOS 90 ELA SE CONVERTEU AO EVANGELHO E TIROU DO SETLIST AS MUSICAS MAIS OUSADAS DE SUA ERA DISCO (COMO A PROPRIA ME CONFIRMOU EM ENTREVISTA POR TELEFONE, HA UNS 4 ANOS, QNDO LANÇOU 'CRAYONS' E ESTEVE AQUI PÁRA SEUS ULTIMOS SHOWS NO BRASIL). UMA PENA. SUAS GIGS MAIS RECENTES JA NAO CONTAVAM MAIS COM 'I FEEL LOVE', 'BAD GIRLS' (ELA POSOU COMO PUTA NA CAPA) OU 'LOVE TO LOVE YOU, BABY'.
R.I.P. DONNA SUMMER
R.I.P. DONNA SUMMER
Saturday, May 12, 2012
NYMPHS: MORTOS NA LARGADA
DANDO UMA GERAL NOS VINIS DEPAREI-ME COM O PRIMEIRO E UNICO ÁLBUM DA BANDA NYMPHS, QUE SAIU NO BRASIL EM 1991, APENAS POR CAUSA DO ESTOURO DO NIRVANA, JA QUE ERAM DA MESMA GEFFEN RECORDS E ELES QUERIAM EMPLACAR TUDO O QUE FOSSE ROCK AGRESSIVO NA ÉPOCA. FORMADA EM NEW JERSEY EM 1985, MAS COM CARREIRA TRILHADA PELOS CLUBES DE LOS ANGELES, O NYMPHS FOI CHAMADO DE GLAM PUNK, PELO ESTILO VISUAL E PELAS LETRAS, A MAIORIA DELAS ESCRITAS PELA VOCALISTA INGER LORRE, RAZÃO DO SUCESSO E DO FRACASSO DA BANDA. BONITA, TALENTOSA E TEMPESTIVA, INGERA ERA UMA PRE-COURTNEY LOVE (PELO VISTO, LOVE ROUBOU MUITAS IDEIAS DELA). REZA A LENDA QUE, AO ASSINAR COM A GEFFEN, ELA SUBIU NA MESA E TIMBROU O CONTRATO COM UMA MIJADA. POR CAUSA DE SEU TEMPERAMENTO, A BANDA ACABOU NÃO ACONTECENDO, JA QUE INGER NAO TOPAVA FAZER TUDO O QUE A GRAVADORA MANDAVA. UMA PENA, JA QUE ELES PODIAM TER SIDO GRANDES, PQ TINHAM O QUE ERA PRECISO PARA ISSO.
CURIOSO QUE, APESAR DO UNICO ALBUM DA BANDA SER MUITO BOM (ATE HJ, SÓ TENHO VINIL, JAMAIS ACHEI EM CD), EU SÓ COMEÇAVA A OUVI-LO PELO LADO B, ONDE ESTÃO AS FAIXAS 'SUPERSONIC' E 'SAD AND DAMNED'. ESTA ULTIMA, ACABOU SENDO O PRIMEIRO E UNICO CLIPE DA BANDA, QUE PASSAVA AQUI NA MTV (MOSTRAVA, ENTRE OUTRAS COISAS BIZARRAS, VERMES SAINDO DA BOCA DE INGER, NUMA VERSAO FREAK SHOW DO CHÁ DE ALICE). DEPOIS, ELES AINDA LANÇARAM UM EP E A BANDA ACABOU EM 1992. RECENTEMENTE, INGER ANDOU FAZENDO SHOWS SOLO ONDE APRESENTOU O REPERTORIO DO NYMPHS, E COGITOU-SE ATE UM COMEBACK DA BANDA, QUE, INFELIZMENTE, FOI ABORTADO PELA MORTE DO BATERISTA ALEX KIRST (QUE TOCOU COM IGGY POP, DAI IGGY TER FEITO UNS VOCALIZES EM 'SUPERSONIC'). ALEX FOI ATROPELADO E MORTO NUMA ESTRADA DA CALIFORNIA NO COMEÇO DE 2011. RESTOU-NOS APENAS O UNICO DISCO DO NYMPHS, QUE, GRAVADO HA 21 ANOS, TEM MAIS PUNCH E BALLS DO QUE A MAIORIA DO SISSY ROCK QUE SE FAZ HJ EM DIA. VALE A PENA CONHECE-LO. PARA OUVIR BEM ALTO E, SE DER, CHAPADO (RS)
*NOTEM QUE FOI DIRIGIDO POR TIM POPE, QUE FAZIA OS CLIPES DO CURE...
Tuesday, May 08, 2012
ZIGGY PLAYS... DECKS!!!
Muita gente se espanta quando descobre que eu tbm sou dj. E ha mais de 20 anos! O que não os deixa saber é que, nesta carreira paralela, eu atuava usando pseudonimos (tony the tiger, ziggy), para nao misturar canais. O DJ não tinha nada a ver com o jornalista. Mas, o começo de tudo, vem lá atrás, ainda moleque, quando eu geralmente era o dj de improviso das festinhas, pq achava um saco esperar uma musica acabar e começar outra. No principio, passava do vinil para o cassete (e v-v), nos antigos 3x1, depois passei a usar fitas montadas, com trechos editados na base da fita splice (estas, eu usava para sonorizar campeonatos de skate antes do cd), ate chegar aos toca discos profissionais, em casas como as extintas crepusculo de cubatão e dr smith (rj), aí ja ganhando algum pelo trabalho. No cubatão, comecei por acaso, cobrindo o viajante ze roberto mahr, qndo este nao podia, junto com o luis carlos franco (que nao seguiu carreira). Fiz o mesmo tbm na metropolis, junto com dudu menna barreto. depois, ganhei noite fixa no cubatao (como tony the tiger, alcunha dada pelo philippe seabra, da plabe), junto com paulinho the hunter, a quem batizei de paulo futura, baseado no cabaré futura e num projeto nosso (com hermano vianna), que nao rolou. nestas noites (que variavam entre goth rock e acid house), tbm toquei com outro iniciante, que depois ficou famoso, o dj felipe venancio.
Mas só nos 90s é que a coisa se tornou profissional e dedicada. Aí, entra em cena ziggy (homenagem ao et de bowie), que tem esse nome pq, a principio, tocava um tipo de eletronica 'espacial', uma coisa nova lá da primeira metade dos 90s. era o som trance do inicio, antes de o termo virar sinonimo de farofa, que contava tanto com tunes de moby quanto de the orb. era uma musica muito viajandona e instrumental. quando os chemical brothers apareceram, o som acelerou e, dai em diante (meados dos 90s), criei o site/festa electric head, que começou itinerante em 1995, ate pousar na sala 2 da bunker, em 97, onde ficou até o fechamento da casa, em 2005 (toda sexta). esta fase foi a mais prolifica, com gigs toda sexta na bunker e sábados em raves (que ainda nao eram redutos de playbas), aqui ou em outros estados, como sp, mg e rs. Como ziggy, as vzs faturava mais do que no jornal (mas metade da grana era reinvestida em discos vinil importados) e cheguei a ter musicas incluidas em tres coletaneas diferentes: uma da utter records (feita com leoni, como prisoners), num cd do rock in rio de 2001 (já como dj ziggy) e numa do site bitsmag (esta ultima circulou ate no japao), alem de a galera do b.u.m. ter feito remix para a track 'fall out' e a incluido num cd deles, underground collective.
Ao contrario dos demais djs, nunca me especializei só num tipo de som. eu simplesmente ia evoluindo junto com a eletronica corrente: trance, big beat, techno, electro e variantes, nunca gostei de gueto, nem de repetição. tem djs que tocam o mesmo som do começo ao fim, por anos a fio. me dá tédio. nas raves, com mais gente, é que caia mais para um tipo de trance (o progressivo), por causa do público. já abri ate pros aliens do sun project. mas nao tocava psy, e sim uma seleção da belga bonzai records, que me mandava discos semanalmente para testar, a maioria sem nome, pq o dono do selo era o yves deruyter (dos space hit 'calling earth', que é fodástica), a quem conheci pessoalmente. Falando em conhecer, lá no começo da internet, segunda metade dos 90s, varios djs gringos vieram tocar na electric head por causa do site: da dupla israelense analog pussy, passando por djs do canadá, nova york, finlandia, londres, e até o pacou da tresor. eu descolava o cache e/ou lugar pra ficar e eles vinham. Foi tbm na e-head que tocaram, pela primeira vez, as djs locais K-milla (hj morando na Holanda) e rave girl (agora estilista), além de amigos como alexey, jay b, roger lyra e tantos mais...
Com o fim da bunker, passei a tocar eventualmente em casas como fosfobox (eletronico em geral), dama de ferro (electro) e matriz (crossover rock/eletronica, estilo dfa). mas, atualmente, com as poucas casas que restaram no rio, dominadas por grupos, onde só rolam festas e djs que fazem parte de uma mesma panela/produtora, fui tirado do circuito. tbm nunca quis fazer parte de agencias (embora ja tenha sido convidado por duas). fui dj como fui skatista: for fun. no momento em que a coisa fica seria demais, vira 'trabalho', salto fora. mas meus decks estao montados em casa e meus discos preferidos (a maioria em vinil) continuam lá, a postos. E estou aqui contando a história, pq senao, ninguém vai ficar sabendo disso -- sempre rolou preconceito pq eu era do rio fanzine/globo, e mesmo livros escritos por coleguinhas sobre djs nesse meio tempo sequer citam ziggy ou a e-head. por outro lado, existiram aqueles q chamavam pra tocar achando q isso garantia nota na coluna (nao garantia). para todos estes, UM SONORO bip!
*fotos de dani bever
Friday, May 04, 2012
ADAM YAUCH: 1964-2012
É com grande tristeza que confirmamos que o músico, rapper, ativista e diretor Adam "MCA" Yauch, membro fundador do Beastie Boys e também da Milarepa Foundation, que produziu o Tibetan Freedom Concert, e da empresa de produção e distribuição de filmes Oscilloscope Laboratories, faleceu em sua cidade natal Nova Iorque, nesta manhã, depois de uma batalha de quase três anos contra um câncer.
Ele tinha 47 anos de idade. Nascido no Brooklyn, Nova York, Yauch aprendeu a tocar baixo sozinho, ainda na escola, ao formar uma banda para sua festa de aniversário de 17 anos, que mais tarde se tornaria conhecida no mundo inteiro como Beastie Boys. Com os colegas Michael "Mike D" Diamond e Adam "Adrock" Horovitz, o grupo Beastie Boys vendeu mais de 40 milhões de álbuns. Lançou quatro álbuns #1 - incluindo o primeiro álbum de hip hop a chegar ao topo da Billboard 200, o álbum de estréia de 1986, Licensed To Ill - ganhou três Grammys e o MTV Video Vanguard Lifetime Achievement Award.
No mês passado Beastie Boys foram introduzidos o Rock & Roll Hall of Fame, com Diamond e Horovitz lendo um discurso de aceitação de Yauch, que não pôde comparecer á cerimônia. Além de ter participado da criação de álbuns históricos do Beastie Boys, como Paul’s Boutique, Check Your Head, Ill Communication, Hello Nasty e muito mais, Yauch foi dos fundadores do Milarepa Fund, uma organização sem fins lucrativos dedicada a promover a conscientização e ativismo sobre as injustiças cometidas aos tibetanos nativos pelo governo chinês e forças militares. Em 1996, Milarepa produziu o primeiro Tibetan Freedom Concert no Golden Gate Park, em San Francisco, que foi assistido por 100 mil pessoas, tornando-o maior show beneficente em solo estadunidense desde o Live Aid de 1985. O Tibetan Freedom Concert continuaria quase uma década seguinte em Nova Iorque, Washington DC, Tóquio, Sydney, Amsterdam, Taipei e outras cidades.
Na sequência do 11 de setembro de 2001, Milarepa organizou o New Yorkers Against Violence, um evento beneficiente encabeçado pelos Beastie Boys no Hammerstein Ballroom, Nova York, com os rendimentos destinados para a New York Women’s Foundation Disaster Relief Fund e o New York Association for New Americans (NYANA), um fundo para refugiados - cada um deles escolhido por seus esforços em nome das vítimas do atentado e com menos probabilidade de receber ajuda de outras fontes.
Sob o pseudônimo de Nathanial Hörnblowér, Yauch dirigiu icônicos vídeos do Beastie Boys incluindo So Whatcha Want, Intergalactic, Body Movin e Ch-Check It Out. Em seu próprio nome, Yauch dirigiu ano passado o Fight For Your Right Revisited, um video estendido, de meia-hora, para Make Some Noise do álbum Hot Sauce Committee Part Two, estrelado por Elijah Wood, Danny McBride e Seth Rogen como em 1986, Beastie Boys, fazendo seu caminho, em uma aventura, até se depararem com Jack Black, Will Ferrell e John c. Reill como os Beastie Boys do futuro.
A paixão e talento para o cinema de Yauch levaram-no a fundar a Oscilloscope Laboratories, e, em 2008, ele lançou seu primeiro filme como diretor, o documentário sobre basquete Gunnin’ For That #1 Spot e, desde então, tornou-se uma grande força na distribuição de vídeos independentes, acumulando um catálogo de títulos aclamados como Wendy and Lucy, de Kelly Reichardt, The Messenger, de Oren Moverman, Exit Through The Gift Shop, do Banksy, Tell Them Anything You Want: A Portrait Of Maurice Sendak de Lance Bangs e Spike Jonze, entre outros.
Yauch deixa sua esposa Dechen e sua filha Tenzin Losel, bem como seus pais Frances e Noel Yauch
*tradução do comunicado oficial do site beastieboys.com
Wednesday, April 18, 2012
JOSS WHEDON, I LOVE YOU!
Quando, no final dos anos 90, comecei a ver a série 'Buffy, a caça-vampiros', baseada num filme mal sucedido (com kristy swanson, donald sutherland, rutger hauer, pee wee herman e luke perry), era tipo um prazer culpado. Qndo vc dizia pra alguem que assistia a tal serie, era olhado errado ou sacaneado. As pessoas, em geral (e antes de a serie virar cult), tinham preconceito para ver e perceber a qualidade dos roteiros, do elenco, dos personagens, dos temas, da primeira grande reinvenção do mito dos vampiros, bem antes dessa moda twilight e derivados -- tbm foi a primeira serie de tv com um casal gay/lésbico, antes do 'escandalo' do outing da ellen degeneres. alem do mais, a buffy delineada por joss whedon (com sensacional interpretação de sarah michelle gellar, que foi revelada ali) tinha todas as caracteristicas de uma heroina de hqs. Seus amigos, chamados de scooby gang, xander e willow, eram o máximo. seu mentor, o ingles gilles, perfeito. a bad girl, faith, um sonho. e o amor proibido de buffy, o vampiro galã angel (que depois até ganhou serie propria), dava o toque final.
Com a fama posterior de Buffy (que, depois da tv, prosseguiu como serie em quadrinhos), Whedon entrou na roda e passou a ser nome citado em todos os grandes projetos de cinema ou tv, como jj abrams é hj (ja esteve cotado para dirigir spider-man antes de sam raimi, p ex). mas, infelizemente, ele nao teve sucesso com seu caro western sci-fi, firefly, nem com dollhouse, serie que mereceria a tv fechada para ir mais fundo no tema, e acabou escrevendo roteiros para hqs enquanto sua vez nao chegava. e, um dia, ela chegou. com o anuncio de que ele seria o diretor de avengers/os vingadores, todos os fas poderiam suspirar tranquilos. ele nao ia fazer merda. e nao fez. Não apenas fez um dos melhores filmes de super herois de todos os tempos, como tbm o melhor da marvel até hj. além disso, the avengers é um fabuloso filme de guerra, indo além do blockbuster cheio de efeitos de sempre. há uma diferença abismal entre qualquer transformers da vida e este genial filme que reune alguns dos maiores herois das hqs de todos os tempos, como hulk, thor, capitão américa e homem de ferro. Todos, com suas personalidades e caracteristicas bem delineadas, e ninguém é principal/secundário.
Na bem armada trama, que ja vai direto ao assunto -- pois os filmes solo de cada heroi ja contaram o que era preciso contar --, a grande sacada é o inicio da relação entre cada um deles, porque, ate ali, nenhum era amigo do outro. thor é arrogante, porque um deus; tony stark/iron man, é sacana, pq um genio; capitao américa, um ingenuo patriota perdido no tempo; e hulk, o cara do pavio curto. ainda há natasha/viúva negra e clint barton/gavião arqueiro -- com seus passados obscuros --, além do chefe da s.h.i.e.l.d., nick fury (na tela, negro, o que nunca foi nos gibis, mas sam jackson soube lhe dar o toque certo). Contudo, junta-los nao é garantia de nada. é preciso um objetivo comum. quem traz isso é loki, o irmao maligno de thor, que almeja conquistar nosso planeta, com o auxilio de um exercito de monstros de outra dimensão. E tudo isso dá certo, com um filme que realiza o sonho de cada um de nós, que começou a ler os gibis da marvel quando moleque, e nunca pensou que, um dia, poderia ver isso de tal forma, no cinema, exatamente do jeito como jack kirby desenhou e stan lee imaginou. Quando acontece a primeira grande cena dos vingadores, juntos, pela primeira vez!, e botando pra foder nas ruas de nova york, as lagrimas escorrem dos olhos. É a prova de mais um trunfo da magia do cinema. e a gente pensa ou diz no escurinho: joss whedon, eu te amo!
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NA CIDADE
JÁ É JUNHO:
teatro rival:
07 – ritchie kotzen
12 – marcelo bonfá & os corações perfeitos (r$ 45 – 19h30)
14 – banda cadillac
15 e 16 – ummagumma (pink floyd cover)
16 – rival + tarde: letuce & baile da cinturinha (r$ 40 – 23h30)
21 – roda de samba do almir guineto
22 e 23 – mulheres de hollanda
28 e 29 – letieres leite & orquestra rumpilezz (r$ 50 – 20h)
30 - rival + tarde: dona joana
oi futuro ipanema:
08 e 09 – moysés marques (r$ 20 – 21h)
14 – kassin (r$ 20 – 20h)
15 e 16 – lucas santtana (r$ 20 – 20h)
22 e 23 – bixiga 70 (r$ 20 – 20h)
29 e 30 – renata swoboda (r$ 20 – 20h)
studio rj:
07 – emicida
08 – banda black rio
16 – sandálias surf band
21 – macaco bong / bem gil
29 – banda black rio
NO CIRCO:
06 – orquestra imperial – baile dos namorados – 10 anos
08 – chá da alice – dia dos namorados: é o tchan!
09 – titãs: cabeça dinossauro (r$ 100)
15 – fino coletivo / moraes moreira tocando “acabou chorare”
16 – nando reis
21 – festival circo digital: chelpa ferro / nuvem (grátis – 20h)
22 - festival circo digital: pih poh (frança) & big papo reto / mateus pinguim & dubatack / digital dubs / tomadub (grátis – 22h)
23 – festival circo digital: tigre dente de sabre (sp) / vivi seixas / wladimir gasper / apavoramento sound system (grátis – 22h)
24 – festival circo digital: biltre / mahmundi / super mario bloco / dj lencinho (grátis – 19h)
28 – of montreal (r$ 140)
LOS GRINGOS:
06 – david sanborn 07 – billy paul, ambos no kuranda que, parece, virou o novo canecão da zs; BMW Festival no OI Casa Grande:
11 - corea, clarke & white / ninety miles
12 - trombone shorty & orleans avenue / maceo parker & fred wesley + pee wee ellis
13 - charles lloyd quartet & darcy james argue´s secret society
MATRIZ LIVE SESSION:
21h - r$ 15
05 - fuzzcas
12 - dorgas
19 - los bife + SUNDAE TRACKS
(colaborou @DonnieDarko73);
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